Consciarte by Berlitz

Cultura, Consciência e Arte

Salve minha mãe Iemanjá!

Como deve ser a rede, a internet, enfim, a vida, a troca de ideias é extremamente salutar. A gente vai andando pela rua e conhecendo gente, aqui e ali. Hoje, menos que em outros tempos. A violência, o medo e também a comodidade nos afastou um pouco do mundo realístico. Ainda assim, reais e virtuais, as pessoas são como se apresentam. Não adianta dizer que seu perfil não tem nada a ver com o que (ou como pensa) você realmente é. Você é o que transmite, seja fisicamente ou em bytes. E o que interessa mesmo na grande teia são as ideias, as informações e, sobretudo, o conhecimento transferido, sem egoísmo, de uns para outros.

Às vezes, pode não concordar, deve até se opor se for o caso. Mas jamais deixar de reconhecer. Até porque concordar não é o caso, mas respeitar civilizadamente deve ser a proposição nestes tempos modernos do século XXI. E, se pensar objetivamente, vivemos uma era privilegiada, onde podemos até dar mais do que receber. Como Neruda, "(..) E as vejo distantes as minha palavras. Mais que minhas são tuas".

Com a assertiva autora do poema abaixo aconteceu isto. Sei que nossas posições em determinados assuntos são apostas, porém, com indiscutível civilidade. É o que mais gosto nas pessoas.

Quando vi que estava postado no brilhante Seres Coletivos, não hesitei em pedir aprovação para Giselle (a dona do "boteco-poético-literário-virtual") e para @maria_fro, pois aqui me proponho a divulgar pessoas e cultura. Bati o olho, vi que tratava-se de uma homenagem à Yemanjá. Li e percebi arte. E como arte e esporte são os únicos agentes que integram povos e pessoas, aqui está:

 

Do Seres Coletivos, poesia de @maria_fro

 

borges_iemanja frô

Iemanjá, mãe de todos nós
senhora de todas as cabeças
proteja teus filhos sofridos
não nos esqueça.

Janaína, rainha dos oceanos,
enxugue nosso pranto
água salgada de todo malungo
devolva nossa alegria.

Odò ìyá oriente nossa travessia
cubra-nos com teu azul manto
sacie nossa sede, aqueça-nos.

Inaê, mãe de todos os orixás
aceita minha humilde oferenda
postas nas linhas desse poema.

 

No Twitter, sigam @maria_fro

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fevereiro 3, 2010 - Posted by | Uncategorized

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