Consciarte by Berlitz

Cultura, Consciência e Arte

The older the grape, sweeter the wine, sweeter the wine – Janis Joplin 70 Anos

Janis Joplin 70 Anos (1943 – 2013)
JANIS JOPLIN 70 ANOS

Janis Lyn Joplin, nasceu em 19 de Janeiro de 1943, em Port Arthur (Texas, EUA).

Cantora e compositora, considerada a uma das maiores vozes do rock, blues e soul da sua geração, dos anos 60 e de todos os tempos.

Janis esteve no Brasil em fevereiro de 1970. Morreu aos 27 anos, naquele mesmo ano, em Los Angeles, no dia 4 de Outubro.

No dia 3 de outubro de 1970, foi pra o estúdio (Sunset Sound Recorders), gravou e ouviu a música “Buried Alive in the Blues”, de Nick Gravenite. Buried Alive in the Blues é também o nome de uma das principais biografias sobre Janis, escrita anos depois por sua assessora.

 

Das cinzas jogadas no Oceano Pacífico não sobrou muito. Mas ficou a obra. Aqui algumas pérolas:
Álbum de estreia, com Big Brother & the Holding Company:
1. Bye, Bye Baby ( P.ST.John )
2. Easy Rider ( James Gurley )
3. Intruder ( Janis Joplin )
4. Light Is Faster Than Sound ( Peter Albin )
5. Call on Me ( Sam Andrew )
6. The Last Time ( Janis Joplin )
7. Women Is Losers ( Janis Joplin )
8. Blindman ( Peter Albin, Sam Andrew, David Getz, James Gurley, Janis Joplin )
9. Down on Me ( Arranged by Janis Joplin )
10. Caterpillar ( Peter Albin )
11. All Is Loneliness ( L. Hardin )
12. Coo Coo ( Peter Albin )

janeiro 19, 2013 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

O que a lagarta chama de fim do mundo, o mestre chama de borboleta

“O que a lagarta chama de fim do mundo,

o mestre chama de borboleta”.

Pare o Mundo que Eu Quero Descer

O Dia em Que a terra Parou

Nostradamos

E o mundo não se acabou

 

O Último Dia (*via Sylvie Boechat)

 

“Sonhar, mais um sonho impossível / Lutar, Quando é fácil ceder / Vencer, o inimigo invencível / Negar, Quando a regra é vender … / 

… E o mundo vai ver uma flor / Brotar do impossível chão. 

*Impossible Dream (Mitch Leihg / Joe Darion). Sonho Impossível (Vs. Chico Buarque / Ruy Guerra)

dezembro 15, 2012 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Canções de ninar

Fico pensando, se dando ouvidos e importância, como  está sendo embalada a criançada hoje em dia.

Imagine alguém cantarolando “ai se te pego”…”tchu, tcha…”. Pesadelo? Insônia? (…)

Com admiração, soube que um grande mestre e professor embalou sua filha com: “Ao Longe O Mar”, belíssima com Madredeus.

Outra pessoa, com “Clareana” e “O meu amor”. Na minha opinião, Clareana é uma das músicas mais singelas da Música Brasileira. É da cantora e  compositora Joyce. [Aliás, um dos shows mais brilhantes que já assisti foi da Joyce. Tudo azul, palco, música e ela. Belíssimo. Harmônico].

Eu embalei a minha pequena com muito Dorival Caymmi: “Suíte dos Pescadores” foi uma delas. E outro dia, ela me disse: “Eu lembro desta música. Você cantava pra eu dormir”. Existem memórias, cérebros e mentes. Acima de tudo, sentimentos.

E você, como embalou seu filho / filha?

junho 30, 2012 Posted by | Uncategorized | 3 Comentários

Busca de reconhecimento marca início da música popular

Em trabalho realizado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, a socióloga Lilian Alves Sampaio procurou refletir sobre a música praticada fora dos ambientes eruditos, uma prática cultural hoje amada e socialmente valorizada, mas que no inicio do século 20 era menosprezada. Em sua tese de doutorado, intitulada Vaidade e Ressentimentos dos músicos populares e o universo musical do Rio de Janeiro no início do século XX, Lilian pesquisou sobre o momento no qual começam a surgir os primeiros compositores e músicos profissionais da música de divertimento nacional, fora dos teatros.

Distinção entre música popular comercial e “artística” surge na década de 1920
Foram escolhidas as trajetórias biográficas de seis músicos do período como base para a análise feita na tese. Segundo a pesquisadora, o critério para a escolha dos artistas “não foram seus feitos, mas sim o fato de terem chamado a atenção dos homens de letras da época”. São eles Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Eduardo das Neves, Catullo da Paixão Cearense, Sinhô e Pixinguinha, todos músicos compositores que alcançaram um grande sucesso comercial e tiveram seus nomes imortalizados por alguns escritores. “É essa relação entre a percepção dos escritores, agentes da cultura legítima, e das condições de existência dos músicos vindos das camadas mais destituídas de capital cultural e econômico, um dos eixos da análise”, justifica a socióloga.

Reconhecimento
Um dos temas principais tratado neste estudo, foi a questão do reconhecimento comercial e artístico oferecido pela sociedade da época aos músicos não eruditos. A autora explica que “hoje, o reconhecimento comercial figura em um polo diferente do reconhecimento artístico e estrutura o espaço de produção da música popular nacional, mas naquele momento histórico não havia esta separação na percepção das pessoas.” O que hoje chamamos música popular e que pode ser distinta em “música de boa qualidade” e “música de má qualidade”, era apenas música de divertimento e se opunha à música de concerto, ou música erudita européia. É apenas na década de 1920 que surgem as primeiras distinções entre uma música popular comercial feita para atingir um publico extenso, ou a ”massa”, e uma música popular artística apreciada por um público mais restrito com dispositivos de apreciação mais racionalizados.

Esse processo de legitimação, que irá definir o que hoje consideramos os clássicos da música popular brasileira, foi iniciado por alguns intelectuais, escritores, políticos, músicos concertistas, imbuídos de um ideal de construção de uma identidade nacional, já nos primeiros anos do século. A música de divertimento, já bastante desenvolvida nesse momento, irá chamar a atenção dos homens de letras e músicos concertistas, como Mello Morais Filho, Brasilio Itiberê, Andrade Murici, Alberto Nepomuceno, Sérgio Milliet entre outros. Mas foi Mário de Andrade o primeiro a formular claramente a distinção entre uma música popular artística e uma música puramente comercial.

Em meio a esse processo de legitimação a atividade dos músicos populares assumiu um caráter ambíguo, pois ocupava uma posição inferior em relação à música erudita européia, mas ao mesmo tempo era largamente difundida pela sociedade e reconhecida como uma importante expressão cultural por alguns agentes da cultura legítima. Além disso, vale destacar que “a identidade de músico oferecia uma compensação a outros signos sociais bem mais negativos, como ser ‘negro’, ser ‘pobre’, ‘não ter escolaridade’ ou ser ‘uma mulher separada do marido’”, diz Lilian.

Vaidade
É essa ambiguidade da condição do músico popular que oferece uma base para compreender a vaidade e ressentimento dos músicos testemunhada pelos escritores da época. A pesquisadora cita como exemplo o caso de Catullo da Paixão Cearense, autor de “Luar do Sertão”: “Há testemunhos que contam como ele se irritava e se recusava a continuar quando não o ouviam declamar sua poesia em silêncio”. Outro episódio citado pela pesquisadora, foi a vez que Sinhô entrou na Casa Edson para reclamar o pagamento de seus direitos autorais e num gesto altivo, com os braços abertos apontando as paredes da loja, disse: “tudo isso é meu”. “Ernesto Nazareth era descrito como fechado em uma “torre de marfim” por algumas pessoas que o conheceram e Chiquinha Gonzaga reclama amargamente, nas raras cartas encontradas por sua biógrafa, Edinha Diniz, sobre a “injustiça” que sofreu ao ter suas composições “boas e lindas” preteridas por “tudo que há de indecente, porco e nojento” dos novos compositores”.

A pesquisadora dá sua própria interpretação dos fatos: “a sociedade ofereceu elementos que constitui a base dos anseios sociais e da crença desses músicos em seu alto valor, mas não ofereceu as recompensas sociais e materiais que eles esperavam”. Os músicos recebiam dois tipos de informações diferentes nas suas interações cotidianas, uma sobre sua importância social e sobre o afeto que despertavam em toda a população, outra sobre sua inferioridade social e cultural, o que dava ensejo a uma percepção discrepante de si mesmos.

Para saber mais!

Dados artísticos de Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Eduardo Neves, Catulo da Paixão Cearense, Sinhô e Pixinguinha. (Fonte: Dicionário Cravo Albin).

Texto:
Redação Agência USP
Publicado em 26/março/2012 | Editoria: Cultura
Bruno Capelas, especial para a Agência USP de Notícias

março 27, 2012 Posted by | Albin, Jobim, MPB, Pixinguinha | , , , , , , | Deixe um comentário

Lenine – Paciência

Paciencia

fevereiro 11, 2012 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Wynton Marsalis & Eric Clapton – Layla

fevereiro 11, 2012 Posted by | Uncategorized | , , | 1 Comentário

“The Blues”

  “The Blues” (2003 – 824m)

SINOPSE
Uma Viagem ao Mundo dos Blues

Com Martin Scorsese como mentor e produtor executivo, The Blues é uma série de filmes impressionistas, dirigidos por alguns realizadores de destaque do cinema mundial. Scorsese, Clint Eastwood, Mike Figgis, Charles Burnett, Marc Levin, Richard Pearce e Wim Wenders partilham a sua paixão pela música através das câmaras e captam a essência dos Blues – a sua ressonância emocional. Nesta deslumbrante viagem ao mundo dos Blues, para além da preciosidade do material de arquivo e das interpretações especialmente gravadas para cada filme, destaca-se a forma como cada realizador explora os Blues e a sua influência global, partindo das plantações de algodão do Mississipi, onde os escravos negros influenciados pelos ritmos africanos elegeram os Blues como a sua música, e estendendo-se por esse mundo fora influenciando tantas pessoas e toda a música contemporânea como o Rap, Hip-Hop, Rhythm & Blues, Soul, Country e Rock’n’Roll.
No dia 7 de Setembro de 2003, Martin Scorsese juntou vários músicos no Radio City Hall de Nova Iorque para um concerto memorável de celebração aos Blues. O filme do concerto, realizado por Antoine Fuqua, capta a emoção dessa noite mágica e presta um verdadeiro tributo aos Blues. É a oitava pérola deste colecção!
Os filmes incluem documentos raros de arquivo com actuações de Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Willie Dixon, John Lee Hooker, Bo Diddley, Eric Clapton entre outros, e ainda, cerca de 100 novas interpretações gravadas por músicos contemporâneos dos blues, incluindo B.B. King, Bonnie Raitt, Lou Reed, Tom Jones, Los Lobos, Jeff Beck e Lucinda Williams.

CONTÉM 8 FILMES:

DE REGRESSO A CASA
(“Feel Like Going Home”)

Em busca da origem dos Blues, o realizador Martin Scorsese viaja com o músico Corey Harris, desde as plantações de algodão do Mississipi até às margens do rio Níger, no Mali, em África.
Este documentário sobre as raízes dos Blues mostra-nos verdadeiras relíquias de arquivo bem como actuações de Corey Harris, Willie King, Taj Mahal, Keb’Mo’, Otha Turner, Habib Koité, Salif Keita e Ali Fraka Toure.
Scorsese explica “Eu sempre senti uma afinidade pela música dos Blues – A cultura e as histórias narradas através da música fascinam-me e impressionam-me bastante. Os Blues têm uma ressonância emocional muito forte e são, sem dúvida, os criadores da música popular americana”.

EXTRAS:
. Entrevista com o Realizador Martin Scorsese
. Filmografia do Realizador
. Trailer “The Blues”
. 6 actuações suplementares não incluídas no filme: Taj Mahal & Corey Harris:

“Sitting On Top Of The World”, Willie King & The Liberators: “Spoonful”, Keb’Mo’ & Corey Harris: “Sweet Home Chicago”, Otha Turner & Corey Harris: Sitting On Top Of The World” Salif Keita: “Honeysuckle”A ALMA DE UM HOMEM (“Soul of a Man”)
Em A Alma de Um Homem, o realizador Wim Wenders analisa a tensão dramática dos Blues, entre o sagrado e o profano, ao explorar a vida e música de três dos seus artistas favoritos dos Blues: Skip James, Blind Willie Johnson e J.B. Lenoir.
Com uma parte histórica e outra de peregrinação pessoal, o filme conta a história dessas vidas de música, através de uma extensa sequência de ficção, de um arquivo de imagens raras, de documentários actuais e da reprodução das suas músicas por artistas contemporâneos, tais como: Shemekia Copeland, Garland Jeffreys, Nick Cave, Los Lobos, Eagle-Eye Cherry, Vernon Reid, James Blood Ulmer, Lou Red, Bonnie Raitt, Marc Ribot, The Jon Spencer Blues Explosion, Lucinda Williams e T Bone Burnett.
Wenders explica: “Estas músicas tem um grande significado para mim. Eu sinto que há mais verdade em qualquer uma delas do que em qualquer livro que li sobre a América, ou em qualquer filme que tenha visto. Tentei descrever, mais como um poema do que como um documentário, aquilo que me marcou mais nas suas músicas e vozes”

EXTRAS:
. Entrevista com o Realizador Wim Wenders
. Comentários Áudio do Realizador Wim Wenders
. Filmografia do Realizador
. Trailer “The Blues”
. 5 actuações suplementares não incluídas no filme: Lou Reed: “See That My Grave Is Kept Clean”, Cassandra Wilson: “Slow Down”, Alvin Youngblood Hart: “Mama Talk To Your Daughter”, Marc Ribot: “Dark Was The Night, Cold Was The Ground” Chris Thomas King: “Revelations”.

A CAMINHO DE MEMPHIS
“Road to Memphis”

O Realizador Richard Pearce traça a odisseia musical da grande lenda dos Blues, B.B. King, num filme que é um tributo à cidade onde nasceu um novo estilo de Blues. Pearce leva-nos também pela estrada aos bastidores dos Blues, com os veteranos de Memphis, Bobby Rush e Rosco Gordon. A homenagem de Pearce a Memphis apresenta actuações originais de B.B. King, Bobby Rush, Rosco Gordon, Ike Turner, Reverendo Gatemouth Moore e Little Milton, assim como inclui uma sequência de imagens de arquivo de Howlin’ Wolf, B.B. King, Rufus Thomas, Little Richard, Fats Domino, The Coasters, entre outros.
Pearce explica: “Os Blues são a hipótese de celebrar uma das mais primitivas formas de arte americanas, antes que tudo desapareça absorvido, na sua totalidade, pela geração do Rock’ n’ Roll. Felizmente chegámos antes que fosse tarde demais.”

EXTRAS:
. Entrevista com o Realizador Richard Pearce e Robert Kenner . Filmografia do Realizador . Trailer “The Blues” . 4 actuações suplementares não incluídas no filme: B.B. King: “Key To The Highway”, B.B. King: “Blues Boys Tune” (Instrumental), Robert Belfour: “Done Got Old”, Humbert Sumlin & David Johansen: “Smokestack Lightning”

AQUECIDO PELO FOGO DO DIABO
“Warming by the Devil’s Fire”

Charles Burnett explora o seu próprio passado como um jovem rapaz que se movimenta de um lado para o outro, entre Los Angeles e o Mississipi, balançando entre um tio que adora os Blues e uma mãe que considera os Blues a música do Diabo. O filme de Burnett faz uma audaciosa mistura de histórias imaginárias com imagens documentais de um anfitrião de lendas dos Blues, num conto sobre o reencontro de um jovem com a sua família no Mississipi, em 1955, dramatizando as tensões entre a tendência espiritual do gospel e as diabólicas lamentações dos Blues.
Burnett explica: “O som dos Blues foi uma parte do meu ambiente, que eu aceitei como verdadeiro. No entanto, com o passar dos anos, os Blues apareceram como uma fonte de imagens figuradas, humor, ironia e como uma perspicácia que nos permite reflectir sobre a condição humana. Eu sempre quis fazer uma história sobre os Blues que reflectisse, não só a sua natureza e o seu conteúdo, como também aludisse à sua própria forma. Em suma, uma história que vos desse uma ideia real dos Blues.”

EXTRAS:
. Entrevista com o Realizador Charles Burnett
. Comentários Áudio do Realizador Charles Burnett
. Filmografia do Realizador
. Trailer “The Blues”
. Actuação suplementar não incluída no filme: Willie Dixon: “Nervous”

PADRINHOS E FILHOS
(“Godfathers and Sons”)

Chamam-lhes Blues Brothers 2003 – num animado filme, conduzido por Marc Levin, a lenda do Hip-Hop Chuck D (dos Public Enemy) e Marshall Chess (filho de Leonard Chess e herdeiro da Chess Records) voltam a Chicago para explorar o apogeu dos Chicago Blues tentando criar uma produção musical que reúna os veteranos dos Blues, com os músicos actuais do Hip-Hop, tal como se fez com os Common e os The Roots. Juntamente com imagens de arquivo inéditas de Howlin’ Wolf, estão actuações originais de Koko Taylor, Otis Rush, Magic Slim, Ike Turner e Sam Lay.
Levin explica: ” Quando estávamos em rodagem com Sam Lay e a sua banda no Festival de Blues de Chicago, eles estavam a tocar um clássico de Muddy Waters – “I Got My Mojo Workin”. Eu fechei os olhos e deixei-me transportar até aos meus 15 anos, quando me encontrava na cave de uns amigos, a ouvir a banda de Blues de Paul Butterfield pela 1ª vez. A minha vida mudou nesse dia e, 35 anos mais tarde, a música continua a mexer comigo. O sentimento desse dia foi o que revelei para concretizar este filme.”

EXTRAS:
. Entrevista com o Realizador Marc Levin . Comentários Áudio do Realizador Marc Levin . Filmografia do Realizador . Trailer “The Blues” . 5 Actuações suplementares não incluídas no filme: The Electrik Mud Kats com vocalizações de Chuck D, Common & Kyle Jason: “Mannish Boy”, Lonnie Brookes: “All My Money Back”, Koko Taylor: “Ernestine”, Otis Rush “So Many Roads, So Many Trains”, Howlin’ Wolf: “Evil (Is Going On)”

RED, WHITE & BLUES
(“Red, White & Blues”)

Durante os anos 60, o Reino Unido foi cenário de uma vibrante revolução social. Os movimentos de ressurgimento dos tradicionais temas de Jazz e Folk, no pós-guerra, espalharam as suas sementes – num solo musical fértil – criando as raízes de um novo género de Blues, inteiramente influenciado pelos originais e autênticos Blues negros dos EUA. Os músicos britânicos, no seio desta revolução musical, continuaram a prestar homenagem aos criadores da música e a formar uma enorme audiência, a nível global, consciente dos seus gostos por Robert Johnson, Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Freddie King, entre outros.
O filme de Mike Figgis é um misto de entrevistas, com artistas chave do movimento britânico dos Blues e com uma nova música de Jam Session, improvisada por um elenco de estrelas nos famosos estúdios de Abbey Road: Tom Jones, Jeff Beck, Lulu entre outras referências dos clássicos dos Blues, acompanhados por uma magnifica banda de músicos. O resultado é electrificante!
Figgis explica: ” Estou interessado no porquê de haver tanta excitação sobre esta música, de origem negra, entre os europeus. Para esse fim, juntei um grupo desses músicos e acrescentei à lista alguns jovens talentos. Graças a Deus, o resultado da gravação da sessão, com algumas referências dos Blues, e as discussões que se seguiram, fizeram luz sobre a razão pela qual os blues foram re-intrepretados no estrangeiro e reintroduzido como uma forma universalmente aceite”

EXTRAS:
. Entrevista com o Realizador Mike Figgis . Comentários Áudio do Realizador Mike Figgis . Filmografia do Realizador . Trailer “The Blues” . 7 Actuações suplementares não incluídas no filme: Lulu com Jeff Beck: “Cry Me A Rive”, Pete King: “Lush Life”, Jeff Beck: “Nadia”, John Cleary – Improvisação de Piano, Ensaio – Blues Jam, Ensaio – “Who’s Sorry Now?” (instrumental), Mike Figgis – Piano Jam

PIANO BLUES (“Piano Blues”)
O realizador – e pianista – Clint Eastwood explora a sua paixão de toda a vida pelos Piano Blues, usando um tesouro de actuações históricas e raras, assim como também entrevistas e actuações de lendas vivas, tais como, Fats Domino e Dr. John e o eterno Ray Charles.
Piano Blues é composto por entrevistas e actuações de Ray Charles, Dr. John, Marcia Ball, Pinetop Perkins, Dave Brubeck, Jay Mcshann, entre outros; inclui também imagens de arquivo de actuações de Ray Charles, Ottis Span, Art Tatum, Albert Lammons, Pete Johnson, Jay Mcshann, Big Joe Turner, Oscar Peterson, Nat King Cole, Martha Davis, Fats Domino, Prof. Longhair, Charles Brown e Duke Ellington, entre outros.
Eastwood explica: ” Os Blues fizeram sempre parte da minha vida musical e o piano teve sempre um lugar especial. Tudo começou quando a minha mãe trouxe para casa todos os discos de Fats’ Waller. A música teve sempre lugar nos meus filmes, mas o documentário Piano Blues deu-me a hipótese de fazer um filme mais directamente relacionado com o tema “música”, do que qualquer outro filme que tenha feito ao longo da minha carreira.”

EXTRAS:
. Trailer “The Blues”

LIGHTNING IN A BOTTLE – UM TRIBUTO AOS BLUES (“Lightning in a Bottle”)
No dia 7 de Setembro de 2003, Estrelas musicais do rock, do jazz e do rap subiram ao palco do Radio City Music Hall de Nova Iorque para prestarem um tributo a uma herança e paixão comum – Os Blues.
Com a produção executiva de Martin Scorsese, produção de Alex Gibney e realização de Antoine Fuqua, o filme do concerto capta a emoção dessa noite mágica e conta a história dos blues através das actuações, das entrevistas de bastidores, ensaios e imagens de arquivo de alguns dos maiores nomes da música americana, como Muddy Waters, John Lee Hooker e muitos outros.

REALIZADORES
Charles Burnett, Clint Eastwood, Mike Figgis, Marc Levin, Richard Pearce, Martin Scorsese, Wim Wenders.

INTÉRPRETES
Nathaniel Lee Jr., Tommy Redmond Hicks, Susan McWilliams, Mya, Marcia Ball, Chris Barber, Jeff Beck, Big Bill Broonzy, Jack Bruce, Chester Burnett,Dr. Louis Cannonball Cantor, Nick Cave, Ray Charles, Marshall Chess, Eric Clapton, The Coasters, Chuck D., Jim Dickinson, Willie Dixon, Fats Domino, Lonnie Donegan, Dr. John, Clint Eastwood, Georgie Fame, Chris Farlowe, Mick Fleetwood, Roscoe Gordon, Davy Graham, Peter Green, Corey Harris, John Lee Hooker, Lightnin Hopkins, Son House, Bert Jansch, Tom Jones, Salif Keita, Don Kern, B.B. King, Alexis Korner, Little Richard, Carl Lumbly, Humphrey Lyttelton, Taj Mahal, John Mayall, Jay McShann, Joe Meek, George Melly, Little Milton, Van Morrison, Calvin Newborn, Pinetop Perkins, Sam Phillips, Lou Reed, Marc Ribot, Bobby Rush, Bessie Smith, Chris Spindel, Hubert Sumlin, Sister Rosetta Tharpe, Rufus Thomas, Ali Farka Touré, Ike Turner, Cato Walker III, Dinah Washington, Muddy Waters, Sonny Boy Williamson, Stevie Winwood.

abril 19, 2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Eric Clapton and Wynton Marsalis: Manhattan, Taj Mahal

 

Eric Clapton and Wynton Marsalis play the blues in Manhattan

 

On Saturday night, Eric Clapton finished

his three-night celebration of the blues

with Wynton Marsalis and Taj Mahal at

Jazz at Lincoln Center’s Rose Theater.

 

 

 

 

 

Image Credit: Julie Skarratt

abril 10, 2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Taí! Abre Alas para o Carnaval

Carnaval: uma festa pagã, com todo conhecimento religioso, filosófico e

com uma grande forcinha da astronomia

“Taí” (Joubert de Carvalho)

 

 

A igreja Católica determina a data da Páscoa (ressurreição de Jesus Cristo) através de cálculos “quase” mirabolantes. Mas tanto a Páscoa Cristã quanto a Judaica têm seus calendários baseados nas fases da Lua. A Páscoa é determinada em razão do primeiro domingo após a lua cheia que seguir o equinócio (posição do Sol que marca o começo da Primavera) no hemisfério Norte. Pelos cálculos, mais ou menos próximo ao dia 21 de março. No hemisfério Sul, equinócio de Outono, que também começa por volta da mesma data. Mas, em virtude de cálculos “quase” mirabolantes, a Páscoa pode variar entre 22 de março e 25 de abril. E o Carnaval também, obedecendo a regra de sete domingos antes da data Cristã.

Seguindo a regra acima, e precedendo a quaresma, estamos fadados aos atos carnavalescos. Que já foi muito melhor. Não por saudosismo. É que as pessoas eram melhores mesmo. A tecnologia avançou muito, os recursos em diversas áreas do conhecimento são extremamente favoráveis ao desenvolvimento humano. Mas ao ver de perto (e ninguém é normal), parece que o Ser Humano realmente estagnou. E não evolui. Sim, evolução, quando muito, só na Sapucaí.

Voltando ao Carnaval. A grande festa “popular” era o Entrudo, uma tradição portuguesa, copiada ou adquirida das ilhas de Cabo Verde e da Madeira. No Brasil, a folia foi introduzida em meados do século XVI, muito embora não se limitasse às classes populares: D. Pedro I e o filho D. Pedro II foram adeptos do Entrudo. Naquela época, no entanto, a brincadeira era silenciosa, pois não havia música no contexto “carnavalesco”, oras pois, o Entrudo. Foto > Entrudo

Mais tarde, por volta de 1872, surgem os ranchos carnavalescos, que de fato eram mais populares. Neste período ocorreu a introdução da música no Carnaval, e ficou então muito mais brasileiro. A primeira música feita no Brasil para animar o Carnaval foi Ó Abre Alas, composta por Chiquinha Gonzaga (Francisca Hedwiges de Lima Neves Gonzaga), em 1899.

chiquinha1

No início do Século XX, alguns dos melhores mestres da Música Popular Brasileira de todos os tempos – “Nunca antes neste País” – deram continuidade ao espetacular trabalho de Chiquinha Gonzaga. Entre eles, Sinhô, apontado como o "Rei do Samba", Ary Barroso, Lamartine Babo, Noel Rosa, João de Barro (Braguinha), Haroldo Lobo, João Roberto Kelly. E Joubert de Carvalho, autor de "Pra você gostar de mim", popularmente conhecida como “Taí”, composição feita especialmente para Carmem Miranda.

Se tivesse um roteiro, a primeira cena musical de qualquer carnaval começaria com “Ó Abre Alas” (Chiquinha Gonzaga). A trilha sonora teria ainda “Taí” (Joubert de Carvalho), “O teu cabelo não Nega” (Irmãos Valença/Lamartine Babo), “Pierrot Apaixonado” (Heitor dos Prazeres/Noel Rosa), “As Pastorinhas” (Braguinha/Noel Rosa), “Máscara Negra” (Pereira Matos/Zé Ketti), "Jardineira" (Humberto Porto/Benedito Lacerda) e “Bandeira Branca” (Sidney Miller/Paulo Thiago) . Para encerrar, Tristeza (Niltinho/Haroldo Lobo).

“Ó Abre Alas” (Chiquinha Gonzaga)

“O teu cabelo não Nega” (Irmãos Valença/Lamartine Babo)

“Pierrot Apaixonado” (Heitor dos Prazeres/Noel Rosa)

“As Pastorinhas” (Braguinha/Noel Rosa)

“Máscara Negra” (Pereira Matos/Zé Ketti)

"Jardineira" (Humberto Porto/Benedito Lacerda)

Bandeira Branca (Sidney Miller/Paulo Thiago)

Tristeza (Niltinho/Haroldo Lobo)

março 5, 2011 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , , , | 1 Comentário

ART PROJECT, Google

Google (Street View) ART PROJECT

 

O Google ART PROJECT já está na web. Projeto bem interessante, com a possibilidade de visitas virtuais às galerias de arte de diversos países – pelo menos as principais. Obviamente, o Google está usando a tecnologia Street View, onde os visitantes podem observar as obras de grandes mestres. As imagens estão em alta resolução.

 

Como já disse aqui no blog, nem todo mundo pode ir à Capela Sistina (in loco). Virtualmente… http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html

 

O mesmo se pode dizer com relação aos museus existentes nos 5 continentes. Então, o Google dá uma força (e tanto).

 

Educação

Para as aulas de história este recurso é excelente para a criançada. Terão a chance de ingressar com os pés e olhos nestes locais sagrados da arte mundial. Quem sabe esta não seja a mola propulsora a criar em suas mentes objetivos amplos, almejando crescer com estudo, trabalho e conhecimento para, enfim, atravessar as barreiras do que lhes dizem ser impossível.

 

GOOGLE ART PROJECT: http://www.googleartproject.com

fevereiro 2, 2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Música também é remédio

Passou por uma cirurgia? Então ligue o som para garantir uma rápida recuperação. Segundo um estudo da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Javariana da Colômbia, pacientes que escutam melodias relaxantes após os procedimentos cirúrgicos reclamam menos de dor e se sentem muito mais confiantes e animados.

"Dá até para reduzir as doses de drogas pesadas, como as derivadas de morfina", afirma a médica Maria Soledad Cepeda, autora da pesquisa.

Ainda não se sabe ao certo de que maneira a música atua no organismo, mas há indícios de que o efeito esteja ligado ao estado de relaxamento que ela proporciona.

"Quando o corpo está tranqüilo, o sistema nervoso central produz substâncias que inibem a sensação dolorosa", completa a pesquisadora. 

Fonte: Revista Saúde É Vital!

 

Então…Ao remédio:

janeiro 20, 2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

História da Música

Elis Regina: Parte essencial da história da Música Brasileira.

Podemos dizer que a “Música” é a arte de combinar os sons e o silêncio. Se pararmos para perceber os sons que estão a nossa volta, concluiremos que a música é parte integrante da nossa vida, ela é nossa criação quando cantamos, batucamos ou ligamos um rádio ou TV. Hoje a música se faz presente em todas as mídias, pois ela é uma linguagem de comunicação universal, é utilizada como forma de “sensibilizar” o outro para uma causa de terceiro, porém esta causa vai variar de acordo com a intenção de quem a pretende, seja ela para vender um produto, ajudar o próximo, para fins religiosos, para protestar, intensificar noticiário, etc.

A música existe e sempre existiu como produção cultural, pois de acordo com estudos científicos, desde que o ser humano começou a se organizar em tribos primitivas pela África, a música era parte integrante do cotidiano dessas pessoas. Acredita-se que a música tenha surgido a 50.000 anos, onde as primeiras manifestações tenham sido feitas no continente africano, expandindo-se pelo mundo com o dispersar da raça humana pelo planeta. A música, ao ser produzida e/ou reproduzida, é influenciada diretamente pela organização sociocultural e econômica local, contando ainda com as características climáticas e o acesso tecnológico que envolvem toda a relação com a linguagem musical. A música possui a capacidade estética de traduzir os sentimentos, atitudes e valores culturais de um povo ou nação. A música é uma linguagem local e global.

Na pré-história o ser humano já produzia uma forma de música que lhe era essencial, pois sua produção cultural constituída de utensílios para serem utilizados no dia-a-dia, não lhe bastava, era na arte que o ser humano encontrava campo fértil para projetar seus desejos, medos, e outras sensações que fugiam a razão. Diferentes fontes arqueológicas, em pinturas, gravuras e esculturas, apresentam imagens de músicos, instrumentos e dançarinos em ação, no entanto não é conhecida a forma como esses instrumentos musicais eram produzidos.

 

Das grandes civilizações do mundo antigo, foram encontrados vestígios da existência de instrumentos musicais em diferentes formas de documentos. Os sumérios, que tiveram o auge de sua cultura na bacia mesopotâmia a milhares de anos antes de Cristo, utilizavam em sua liturgia, hinos e cantos salmodiados, influenciando as culturas babilônica, caldéia, e judaica, que mais tarde se instalaram naquela região.

 

A cultura egípcia, por volta de 4.000 anos a.C., alcançou um nível elevado de expressão musical, pois era um território que preservava a agricultura e este costume levava às cerimônias religiosas, onde as pessoas batiam espécies de discos e paus uns contra os outros, utilizavam harpas, percussão, diferentes formas de flautas e também cantavam. Os sacerdotes treinavam os coros para os rituais sagrados nos grandes templos. Era costume militar a utilização de trompetes e tambores nas solenidades oficiais.

 

Na Ásia, a 3.000 a.C., a música se desenvolvia com expressividade nas culturas chinesa e indiana. Os chineses acreditavam no poder mágico da música, como um espelho fiel da ordem universal. A “cítara” era o instrumento mais utilizado pelos músicos chineses, este era formado por um conjunto de flautas e percussão. A música chinesa utilizava uma escala pentatônica (cinco sons). Já na Índia, por volta de 800 anos a.C., a música era considerada extremamente vital. Possuíam uma música sistematizada em tons e semitons, e não utilizavam notas musicais, cujo sistema denominava-se “ragas”, que permitiam o músico utilizar uma nota e exigia que omitisse outra.

 

A teoria musical só começou a ser elaborada no século V a.C., na Antiguidade Clássica. São poucas as peças musicais que ainda existem deste período, e a maioria são gregas. Na Grécia a representação musical era feita com letras do alfabeto, formando “tetracordes” (quatro sons) com essas letras. Foram os filósofos gregos que criaram a teoria mais elaborada para a linguagem musical na Antiguidade. Pitágoras acreditava que a música e a matemática formavam a chave para os segredos do mundo, que o universo cantava, justificando a importância da música na dança, na tragédia e nos cultos gregos.

 

É de conhecimento histórico que os romanos se apropriaram da maioria das teorias e técnicas artísticas gregas e no âmbito da música não é diferente, mas nos deixaram de herança um instrumento denominado “trompete reto”, que eles chamavam de “tuba”. O uso do “hydraulis”, o primeiro órgão cujos tubos eram pressionado pela água, era freqüente.

 

Hoje é possível dividir a história da música em períodos específicos, principalmente quando pretendemos abordar a história da música ocidental, porém é preciso ficar claro que este processo de fragmentação da história não é tão simples, pois a passagem de um período para o outro é gradual, lento e com sobreposição. Por volta do século V, a igreja católica começava a dominar a Europa, investindo nas “Cruzadas Santas” e outras providências, que mais tarde veio denominar de “Idade das Trevas” (primeiro período da Idade Média) esse seu período de poder.

 

A Igreja, durante a Idade Média, ditou as regras culturais, sociais e políticas de toda a Europa, com isto interferindo na produção musical daquele momento. A música “monofônica” (que possui uma única linha melódica), sacra ou profana, é a mais antiga que conhecemos, é denominada de “Cantochão”, porém a música utilizada nas cerimônias católicas era o “canto gregoriano”. O canto gregoriano foi criado antes do nascimento de Jesus Cristo, pois ele era cantado nas sinagogas e países do Oriente Médio. Por volta do século VI a Igreja Cristã fez do canto gregoriano elemento essencial para o culto. O nome é uma homenagem ao Papa Gregório I (540-604), que fez uma coleção de peças cantadas e as publicou em dois livros: Antiphonarium e as Graduale Romanum. No século IX começa a se desenvolver o “Organum”, que são as primeiras músicas polifônicas com duas ou mais linhas melódicas. Mais tarde, no século XII, um grupo de compositores da Escola de Notre Dame reelaboraram novas partituras de Organum, tendo chegado até nós os nomes de dois compositores: Léonin e Pérotin. He also began the “Schola Cantorum” that gave great development to the Gregorian chant.

 

A música renascentista data do século XIV, período em que os artistas pretendiam compor uma música mais universal, buscando se distanciarem das práticas da igreja. Havia um encantamento pela sonoridade polifônica, pela possibilidade de variação melódica. A polifonia valorizava a técnica que era desenvolvida e aperfeiçoada, característica do Renascimento. Neste período, surgem as seguintes músicas vocais profanas: a “frótola”, o “Lied” alemão, o Villancico”, e o “Madrigal” italiano. O “Madrigal” é uma forma de composição que possui uma música para cada frase do texto, usando o contraponto e a imitação.

 

Os compositores escreviam madrigais em sua própria língua, em vez de usar o latim. O madrigal é para ser cantado por duas, três ou quatro pessoas. Um dos maiores compositores de madrigal elisabetano foi Thomas Weelkes.

Após a música renascentista, no século XVII, surgiu a “Música Barroca” e teve seu esplendor por todo o século XVIII. Era uma música de conteúdo dramático e muito elaborado. Neste período estava surgindo a ópera musical. Na França os principais compositores de ópera eram Lully, que trabalhava para Luis XIV, e Rameau. Na Itália, o compositor “Antonio Vivaldi” chega ao auge com suas obras barrocas, e na Inglaterra, “Haëndel” compõe vários gêneros de música, se dedicando ainda aos “oratórios” com brilhantismo. Na Alemanha, “Johann Sebastian Bach” torna-se o maior representante da música barroca.

 

A “Música Clássica” é o estilo posterior ao Barroco. O termo “clássico” deriva do latim “classicus”, que significa cidadão da mais alta classe. Este período da música é marcado pelas composições de Haydn, Mozart e Beethoven (em suas composições iniciais). Neste momento surgem diversas novidades, como a orquestra que toma forma e começa a ser valorizada. As composições para instrumentos, pela primeira vez na história da música, passam a ser mais importantes que as compostas para canto, surgindo a “música para piano”. A “Sonata”, que vem do verbo sonare (soar) é uma obra em diversos movimentos para um ou dois instrumentos. A “Sinfonia” significa soar em conjunto, uma espécie de sonata para orquestra. A sinfonia clássica é dividida em movimentos. Os músicos que aperfeiçoaram e enriqueceram a sinfonia clássica foram Haydn e Mozart. O “Concerto” é outra forma de composição surgida no período clássico, ele apresenta uma espécie de luta entre o solo instrumental e a orquestra. No período Clássico da música, os maiores compositores de Óperas foram Gluck e Mozart.

 

Enquanto os compositores clássicos buscavam um equilíbrio entre a estrutura formal e a expressividade, os compositores do “Romantismo” pretendem maior liberdade da estrutura da forma e de concepção musical, valorizando a intensidade e o vigor da emoção, revelando os pensamentos e sentimentos mais profundos. É neste período que a emoção humana é demonstrada de forma extrema. O Romantismo inicia pela figura de Beethoven e passa por compositores como Chopin, Schumann, Wagner, Verdi, Tchaikovsky, R. Strauss, entre outros. O romantismo rendeu frutos na música, como o “Nacionalismo” musical, estilo pelo qual os compositores buscavam expressar de diversas maneiras os sentimentos de seu povo, estudando a cultura popular de seu país e aproveitando música folclórica em suas composições. A valsa do estilo vienense de Johann Strauss é um típico exemplo da música nacionalista. No Brasil, Villa Lobos é nosso maior representante.

 

O século XX é marcado por uma série de novas tendências e técnicas musicais, no entanto torna-se imprudente rotular criações que ainda encontra-se em curso. Porém algumas tendências e técnicas importantes já se estabeleceram no decorrer do século XX. São elas: Impressionismo, Nacionalismo do século XX, Influências jazzísticas, Politonalidade, Atonalidade, Expressionismo, Pontilhismo, Serialismo, Neoclassicismo, Microtonalidade, Música concreta, Música eletrônica, Serialismo total, e Música Aleatória. Isto sem contar na especificidade de cada cultura. Há também os músicos que criaram um estilo característico e pessoal, não se inserindo em classificações ou rótulos, restando-lhes apenas o adicional “tradicionalista”.

Por Professor Lindomar

Fontes:
BENNETT, Roy. Uma breve história da música.Rio de Janeiro: Zahar, 1986.
COLL, César, TEBEROSKY, Ana. Aprendendo Arte. São Paulo: Ática, 2000.

Site INFO ESCOLA

#alinepires

janeiro 20, 2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

BEATLES

 

COLEÇÃO INTEIRA DOS BEATLES

 
 

 Só clicar e ouvir…

 Coleção inteira dos Beatles.
 
Videos organizados dos Beatles; todas as músicas, algumas com as respectivas letras.
A Day in the Life


A Hard Day’s Night
A Taste of Honey
Across The Universe
Act Naturally
All I’ve got to Do
All My Loving
All Together Now
All You Need Is Love
And I Love Her
And Your Bird Can Sing
Anna (Go To Him)
Another Girl
Any Time At All
Ask Me Why
Baby It’s You
Baby You’re A Rich Man
Baby’s in Black
Back In The USSR
Bad Boy
Because
Being for the Benefit of Mr. Kite!
Birthday
Blackbird
Blue Jay Way
Boys
Can’t Buy Me Love
Carry That Weight
Chains
Come Together
Cry Baby Cry
Day Tripper
Dear Prudence
Devil In Her Heart
Dig A Pony
Dig It
Dizzy Miss Lizzie
Do You Want to Know a Secret
Doctor Robert
Don’t Bother Me
Don’t Let Me Down
Don’t Pass Me By
Drive My Car
Eight Days a Week
Eleanor Rigby
Every Little Thing
Everybody’s Got Something to Hide Except For Me and My Monkey
Everybody’s Trying to be My Baby
Fixing a Hole
Flying (instrumental)
For No One
For You Blue
Free As A Bird
>From Me To You
Get Back
Getting Better
Girl
Glass Onion
Golden Slumbers
Good Day Sunshine
Good Morning, Good Morning
Good Night
Got To Get You Into My Life
Happiness is a Warm Gun
Hello, Goodbye
Help
Helter Skelter
Her Majesty
Here Comes The Sun
Here, There And Everywhere
Hey Bulldog
Hey Jude
Hold Me Tight
Honey Don’t
Honey Pie
I Am the Walrus
I Call Your Name
I Don’t Want to Spoil the Party
I Feel Fine
I Me Mine
I Need You
I Saw Her Standing There
I Should Have Known Better
I Wanna Be Your Man
I Want To Hold Your Hand
I Want To Tell You
I Want You (She’s So Heavy)
I Will
I’ll Be Back
I’ll Cry Instead
I’ll Follow the Sun
I’ll Get You
I’m a Loser
I’m Down
I’m Just Happy to Dance with You
I’m Looking Through You
I’m Only Sleeping
I’m so tired
I’ve Got A Feeling
I’ve Just Seen a Face
If I Fell
If I Needed Someone
In My Life
It Won’t Be Long
It’s All Too Much
It’s Only Love
Julia
Kansas City/Hey, Hey, Hey, Hey
Komm Gib Mir Deine Hand
Lady Madonna
Let it Be
Little Child
Long Tall Sally
Long, Long, Long
Love Me Do
Love You To
Lovely Rita
Lucy in the Sky with Diamonds
Maggie Mae
Magical Mystery Tour
Martha My Dear
Matchbox
Maxwell’s Silver Hammer
Mean Mr. Mustard
Michelle
Misery
Money (That’s What I Want)
Mother Nature’s Son
Mr. Moonlight
No Reply
Norwegian Wood
Not a Second Time
Nowhere Man
Ob-La-Di, Ob-La-Da
Octopus’s Garden
Oh! Darling
Old Brown Shoe
One After 909
Only A Northern Song
P.S. I Love You
Paperback Writer
Penny Lane
Piggies
Please Mister Postman
Please Please Me
Polythene Pam
Rain
Real Love
Revolution 1
Revolution 9
Rock and Roll Music
Rocky Raccoon
Roll Over Beethoven
Run For Your Life
Savoy Truffle
Sexy Sadie
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise)
She Came In Through The Bathroom Window
She Loves You
She Said, She Said
She’s A Woman
She’s Leaving Home
Sie Liebt Dich
Slow Down
Something
Strawberry Fields Forever
Sun King
Taxman
Tell Me What You See
Tell Me Why
Thank You Girl
The Ballad of John And Yoko
The Continuing Story of Bungalow Bill
The End
The Fool On The Hill
The Inner Light
The Long And Winding Road
The Night Before
The Word
There’s A Place
Things We Said Today
Think For Yourself
This Boy
Ticket to Ride
Till There was You
Tomorrow Never Knows
Twist and Shout
Two of Us
Wait
We Can Work It Out
What Goes On
What You’re Doing
When I Get Home
When I’m Sixty-Four
While My Guitar Gently Weeps
Why don’t we do it in the road
Wild Honey Pie
With a Little Help From My Friends
Within You Without You
Words of Love
Yellow Submarine
Yer Blues
Yes It Is
Yesterday
You Can’t Do That
You Know My Name
You Like Me Too Much
You Never Give Me Your Money
You Really Got a Hold on Me
You Won’t See Me
You’re Going to Lose That Girl
You’ve Got to Hide Your Love Away
Your Mother Should Know

  The Beatles video from Albums:
Please Please Me
With The Beatles

janeiro 11, 2011 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

Recomendadíssimo: Eric Clapton com toques de jazz

Clapton é um composto fenólico. Como boa parte dos vinhos: quanto mais o tempo passa, melhor fica.

Leia e ouça AQUI

outubro 19, 2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

JOHN LENNON 70 ANOS

outubro 9, 2010 Posted by | Uncategorized | Deixe um comentário

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